sexta-feira, 20 de junho de 2014

Entrevista: Bruno Abdala (Propósito Records) + Sessões de Improviso na Suqueria.

Hoje, 21/06/2014, acontece mais uma edição das infalíveis Sessões de Improviso. Encabeçada pelo time de feras da Propósito Records, é uma oportunidade e tanto pro desavisado situar-se sobre o que de relevante tem despontado nos quesitos criatividade e liberdade musical em Goiânia. Pra esclarecer do que se trata a coisa toda ssegue uma pequena entrevista com o responsável pela causa, Bruno Abdala, torcedor do CRAC de Catalão e xerife do levante que tem expandido os horizontes da música sem fórmula por aqui.


1. O que são as Sessões de Improviso e quais as vantagens/dificuldades de um processo autônomo pra produção de shows de música livre em Goiânia?

Cara, as Sessões de Improviso, assim como a Propósito, são uma tentativa. A experiência do fazer na prática, além de um pretexto pra reunir os amigos. Não tem nada relacionado ao improviso jazzístico, até porque não tem nenhum jazzísta entre a gente, né? 
O nome improviso tem mais a ver com a forma que tudo é feito. Da escolha do local que vai acontecer, passando pelo modo como conseguimos os equipamentos, até mesmo a divisão de "tarefas" entre as pessoas, tudo é feito da maneira mais simples possível. As vezes a pessoa tá ali, de canto, observando o que tá acontecendo em volta dela e no próximo minuto ela pode estar ali do lado da caixa de isopor dando uma força enquanto o outro vai tocar. Há quem diga que isso não é profissional, mas eu quero saber, quem vai ser o dono da verdade de me falar o que é ser profissional? Profissional é fazer o negócio acontecer, pelo menos pra mim sempre foi assim. Desde as antigas festas do Suvaco, até os shows de punk que você e as outras pessoas da cidade fazem, a minha visão de profissionalismo é essa. Eu sempre vi dessa forma e toda vez que eu vou ou participo de "eventos profissionais", mais eu gosto das coisas menores e feitas por pessoas e não por marcas ou grifes.  A maior dificuldade no meio disso tudo ainda é conseguir um lugar pra fazer sem precisar recorrer às casas noturnas. Nada contra casas noturnas, só que pra gente não faz sentido transformar tudo em balada ou festa ou qualquer coisa do tipo. A nossa dinâmica, enquanto Propósito, é construir sem se adaptar à fórmulas prontas. 

2. Recentemente você tocou com o Diversões Eletrônicas no Bananada, evento de dinâmica completamente oposta à que a gente vê nas Sessões. Como você vê essa cultura de festival e quais as lições - vantagem, desvantagem - tiradas dessa experiência?

Festivais sempre existiram, de todos os vieses possíveis, e sempre vão existir. Até porque existe muita gente fora do circuito neoliberal/governo fazendo as coisas do modo como acredita e em tudo que é canto.  No caso do Bananada, pra ser mais específico, de certa maneira veio até como surpresa. Eu não posso falar por eles (Diversões Eletrônicas), mas acredito que todos  ficaram tão surpresos quanto eu. De certa maneira a gente toca no que a gente faz, então sempre que rola uma possibilidade diferente dessa é legal. As vezes pode ser uma bosta, o que não foi o caso, mas é através da experiência do fazer que nós vamos saber. Sem falar também que tem coisa que já da pra saber que não tem nada a ver desde o começo, então é só sincero com você mesmo e pronto. O show no Bananada foi divertido pra caramba, um set de 30 minutos ininterruptos, tudo alto, falando bonito, chegando bonito pra gente. Não teve desvantagem, até os dj set no camarote caíram bem (to zuano, enchia o saco na hora de buscar bebida, mas era o de menos).  
Esses eventos grandes, no geral, tem uma dinâmica diferente da que a gente tá acostumado a vivenciar, mas saber coexistir também é importante. Acho que é isso.

3. Quais as pretensões da Propósito daqui pra diante? Shows aqui ou fora, lançamentos, etc. 

É como diz aquela música do Curtis Mayfield que eu vivo repetindo:
"Continue to give, continue to live For what you know is right"; "We just keep on keeping on"
Mas, falando do que estar por vir, tem um disco meu com o Marco Túlio (Desassossego) que a gente tá terminando e vai sair em formato físico, daqui pouco tempo. O Diversões tamo na cola pra gravar. O MDFD (Máquina de Fazer Desgraça) deve vim logo também, pelo menos em gravação caseira, do jeito que der. O Bruno Rigonato, the samurai, the illest, se ele topar vai soltar alguma coisa também. 
As Sessões devem continuar, principalmente com a trinca daqui. O Efeito Horizonte, do Daniel Marques, tava faltando só umas capas, que eu tava sem grana pra pagar, mas agora rolou e vou mandar logo pra ele começar a vender lá pela região de São Paulo. Daqui a poucos dias deve estar na mão dele. Teve o lance da Hy Brazil Vol 5, do Chico Dub, que foi legal. Tamo vendo uma residência em São Paulo pra novembro. O Clube Meredien é só alguém colar lá em casa com um tempinho de sobra que nós gravamos. Alguns shows com o pessoal de fora também devem acontecer. E de resto é buscar a evolução. 
Tenho que agradecer todo mundo que me ajudou e ajuda a fazer essas coisas. Pedro Marques, você, Marco Túlio, Bruno Rigonato, Bruno Ribeiro, Estúdio Ilha, Marcos Gerez, Guilherme Granado, Rogério Marttins, Baoba S.C, Luciano, Fred (pelas ideias e conversas), Angela (Brava), Mau, Mujique, Pettra, Catchup (maionese e mostarda), Tonim (baixista), Segundo, Rustoff, Thiago Xavier, Zargov, Narrira, Israel e todo mundo que cola e ajuda.
Link do evento no Facebook

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Entrevista: Whógenor Sales (blog Licor de Chorume).

Fizemos essa pequena entrevista com o responsável pelos honorários no blog Licor de Chorume, em julho do ano passado. A publicação veio tardia porque a ideia, em princípio, vejam só, era encaixá-la num possível zine que nunca saiu e, se por um acaso for, vai demorar. Pra não deixar a coisa esfacelar no tempo seguem aí, 5 perguntas - repito, pouco, mas era o que o impresso comportaria - feitas ao letrista mór, namorado da Nati, gente fina e tapeteiro do Fluminense, Whógenor Sales. 



1. Primeiro, as nossas honestas congratulações pelo ilustríssimo serviço prestado ao barulho nos subterrâneos do Brasil. Fala aí o que te estimulou a começar com o Licor de Chorume, se é uma cria só sua ou há mais gente envolvida, alguma influência/referência que te motivou/motiva, etc.

Primeiramente obrigado pelo ousado convite de entrevistar este lasco de gente, e o blog surgiu a partir da ideia do Josias (que hoje reside em Porto Velho/RO) de criar um blog que reunisse as bandas nacionais que não encontrávamos em blogs e tudo mais. Ele veio com o nome e a proposta de postar cinco bandas, uma da cada região do país por mês, eu surgi com a ideia do humor, slogan, logotipo... tudo decidido e acordado entre nós dois em reuniões vagabundas no famigerado Bar da Tia. As influências são várias, mas destaco o Mozine (Läjä Rex), o povo nordestino, as almas perdidas (que são verdadeiros encostos de distribuidoras e botecos sujos), a música brega, o Distrito Zero (Diário da Manhã), Jornal Meia-Hora, Jornal Daqui e os livros de simpatia.


2. É impressionante como nada passa em branco pelo blog. Você consegue retratar com uma abrangência enorme tudo o que acontece de canto a canto do país, o que eu acho bem legal e necessário. Mesmo abraçando a diversidade, existe algum critério na escolha das bandas postadas?


Pô mano, massa que você curte essa cabarezagem toda, e como eu disse antes, a ideia era postar uma banda de cada região do país por mês, só que nos primeiros dias de postagens o cronograma foi pro pau, eu me empolguei e comecei a postar muitas bandas (risos). Na época a gente priorizava os sons que gostávamos, com o passar do tempo o circulo foi ampliando, bandas de vários lugares começaram a enviar materiais pra resenhas, e desde então priorizamos mais as bandas que entram em contato conosco, e tipo, se existe uma bandinha de hardcore/punk/metal que gravou a demo no fundo de casa da forma mais tosca e caseira possível, a gente vai ouvir o som, sacar a ideia do pessoal e postar na humildade mesmo, servindo talvez de incentivo para que essas pessoas continuem nessa luta e que outras vejam o exemplo e tomem coragem pra montar suas bandas. Sei que existe muito blog por aí, mas são poucos que abrem espaço pra este tipo de banda que ninguém conhece, e o nosso é um desses sítios, que posta banda que ninguém posta/gosta.


 3. Sua mãe vem de Exú e seu irmão é ninguém menos que o Bacural. Até que ponto a convivência com estas duas figuras reflete na linguagem e no conteúdo do blog?

Faltou citar que meu pai é do Codó/MA, então já dá pra saber que mexer com este cabra aqui não é coisa muito lucrativa (risos). Bom, como minha criação foi uma mescla da cultura nordestina com as peculiaridades desta Goiânia provinciana, foi meio que inevitável essa bagunça linguística ter interferido nas resenhas do blog. Já meu irmão foi fundamental nesse processo de criação do sítio (mesmo sem ele saber disso, risos), pois foi ele quem me apresentou o punk, o hardcore, os zines e todo esse mundo torto que é o underground, portanto, a influência dele parte mais no lance do ambiente subversivo em que ele me inseriu, tá ligado? Posso citar ainda que sou fortemente influenciado pela maloqueiragem de rua, dos botecos e do cotidiano do caótico transporte público de nossa cidade, e por aí vai.

 4. Em 2012 você foi convidado a escrever um texto sobre o Oscar Fortunato pra exposição “Das Ruas”, na abertura do Festival Vaca Amarela. Como você vê a importância de figuras como ele e outros “intervencionistas urbanos” para a construção de uma mentalidade pensante e combativa numa metrópole com cara, tipo, postura e padrão de cidade de interior como Goiânia?

Essa oportunidade de escrever para a exposição “Das Ruas” foi uma das coisas mais gratificantes que fiz no ano passado, poder resenhar sobre o Oscar Fortunato, Rustoff e o Marcelo Peralta foi ao mesmo tempo uma responsa ponta firme e satisfação plena, pois admiro o trampo que eles fazem já vem de uma data, então foi meio que uma espécie de homenagem tosca em forma de texto, já que foi muita coragem do Oscar ter me convidado pra rasurar essa expô (risos). E o trabalho que eles e outros fazem nas ruas de Goiânia eu enxergo como algo revolucionário, já que o fato de você tirar a atenção, ativar o imaginário e causar o questionamento naquela pessoa que está acostumada com a rotina do trabalho, do estudo, do confinamento do carro e tal, é um fato primoroso, pois são artes urbanas, expressões, protestos expostos de forma clandestina, ilegal, subversiva, que aquela pessoa vai ter contato e que pode fazer pensar diferente diante de vários fatos. Somos uma capital com características enraizadas do interior, e essas intervenções ainda chocam, mas esse é o primeiro passo de vários para que a mentalidade da nossa população possa mudar. Sair pregando cartaz por aí a favor do aborto, legalização da maconha, contra o barulho do carro de boi do divino pai eterno, contra a manipulação da TV Anhanguera e da Hora do Angelus torna-se cada vez mais necessário nesta cidade em que as pessoas ainda se orgulham em exibir suas unhas sujas de terras vermelhas, ou mais, que ainda dão aval para seres deploráveis do naipe de Marconi Perillo e Ronaldo Caiado.

 5. Genor, querido, pode ficar a vontade pra falar o que quiser.

Mano, valeu mesmo pelo espaço e pela coragem em me convidar pra esse forró, e no mais eu deixo o recado pra quem for ler isto, que compre materiais undergrounds, vá aos shows, produz algo subversivo e questione sempre os padrões estabelecidos nesta sociedade falida. E se você não gosta de mim ou do sítio licôur de tchorume, uma dica: seu nome já esta na boca do sapo, encomenda feita pelo Mestre Bita do Barão. Beyjos!


domingo, 5 de maio de 2013

Post retrocedente ao show do Objeto Amarelo em Goiânia.


Já foi, já foi. 
 
No dia 16 de março, sábado próximo, acontece mais uma edição - a segunda, de dois finais de semana consecutivos - do projeto No Tapete.  Idealizado pelo homem-bom Bruno Abdala e mais uma vez sob a custódia espacial do Estúdio Ilha, a festa já é um marco pro pouco difundido experimentalismo musical na minha-sua-nossa Goiânia. Do ano passado pra cá já tivemos o privilégio de ver expoentes como as trincas MarginalS e M. Takara 3,  além dos solos Guilherme Granado, M. Takara e Zomes; nesta próxima, teremos Carlos Issa e seu Objeto Amarelo, e é sobre isso que eu quero falar.
Tive meu primeiro contato com o Objeto no Goiânia Noise de 2006, ainda com uns 15 ou 16 anos. Tava engatinhando os primeiros passos com o hardcore/punk, oscilando entre a então no “auge” Mukeka di Rato, e ansioso pela primeira experiência ao vivo com o Ratos de Porão. Com uma programação variada e sob o módico preço de 5 reais, o Noise daquele ano abriu as portas do Jóquei e me deu de presente tanto a velocidade e peso que procurava, quanto o minimalismo e abstrato sonoro que eu mal sabia existir: num dado momento da noite, muito por acaso, entrei no espaço interno e destinado pras bandas “menores” e deparei com aquele caos sonoro fundido à projeção de imagens desconexas ao fundo. Era tudo meio embaçado  com um sujeito agachado mexendo em trambolhos e relativamente pouca gente vendo. Fiquei meio bobo, encostado na grade tentando traduzir a informação, mas os direcionamentos da cabeça não me permitiram compreender a dinâmica; saí dali poucos minutos depois, resmungando qualquer coisa.
De lá pra cá foram 7 anos, e é incrível  como nossas percepções mudam, evoluem, ou simplesmente passam a compreender as coisas por elas mesmas. Chego à conclusão que não é necessário traduzir ou procurar sentido demais em algo como o Objeto Amarelo, erro cometido por mim naquela noite; nada mais é (e não que isso seja pouco) que uma manifestação do exercício do fazer, personificação de ideias que surgem e pedem passagem. Despretensioso que seja, existe uma magia surreal por trás disso, verificada em nada mais que alguém se sujeitando a experimentar mil e uma possibilidades com seus apetrechos. O produto da dedicação sincera encanta.
Aprendi com o tempo que pra esse tipo de show o rumo é tomar um foco qualquer como alvo, e descarregar a cabeça numa eterna celebração ao nada, deixando o espírito se elevar pelo ruído ao invés de se perguntar o porquê ou buscar estrutura onde não tem. É uma experiência e tanto, desde que, claro, você queira que seja.


brrrrrgggghllllll

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quando e como foi a última vez que você se surpreendeu de verdade com uma banda?

A minha foi nessa última semana, e eu explico o porquê.



Grind também é alegria!

A agonia sonora transmite uma identificação sem palavras; o tremor do corpo diz por si só. Sensações talvez estranhas e inusitadas quando ditas fruto de vozes caóticas e indecifráveis, se julgadas consequência da intensidade que uma simples (não que isso seja pouco, porque não é) banda pode transmitir. É uma perspectiva completamente pessoal, mas forço o questionamento a quem já viu de perto: como explicar o DER?


DER, Verdurada, 2009.

Pra muita gente é só barulho, pra outros tantos é uma máquina humanamente desumana de produzir blast beat, mas pra mim soa próximo da agonia e do espasmo que as cicatrizes da vida espalham pelo corpo de quem sofre, seja lá qual for a dimensão ou o porquê do seu sofrimento. Não é só a explosão de decibéis, não é só velocidade, não são só quatro amigos querendo tocar rock; é um grito agonizante que clama por justiça e igualdade, mas, por entender a deplorável natureza humana, não espera absolutamente nada em troca. “O que fazer? O que fazer? Com nós mesmos, o que fazer?”, são as frases que desfecham a música “Mar de Pequenas Cobras”, um tiro sobre a angústia que a insegurança e a falta de perspectiva trazem a quem estagnou pela sucessão de memórias amargas. E olha que nem é preciso entender a letra pra se dar conta disso; quem já viu ao vivo que diga, o quão comovente é a “performance” espontaneamente doentia, asfixiante, negativa, densa e terrivelmente introspectiva do vocalista Thiago Nascimento, e que diga mais, sobre o quanto essa vista é impactante e pesada. Não agrada, não faz rir (talvez o cofrinho te faça, mas isso é o de menos), te agride e faz pensar sobre o que ocupa aquela mente enquanto dominada por um microfone na mão. A personificação da raiva de espírito e mais um pouco é o meu palpite.

Já presenciei o espetáculo do horror por 5 vezes, e é sempre o mesmo sentimento indecifrável, a mesma loucura transbordando em choro, arrepios e mais arrepios. Outro agravante (e que agravante!) é a presença do Barata, o que não desvaloriza os outros três mas sobressai porque é o maior prazer do mundo ver o cara tocar. É um show a parte, estimula meu misto de prazer com desconforto, porque é tanta coisa feita com uma dimensão de técnica e facilidade que espanta. Nesses 5 que vi fui dar um aperto de mão no cara, sempre com aquela impressão meio demente de “caralho, esse sujeito é de verdade?”, e não só era, como se mostrava muito humilde e tranquilo. Gente da gente.

Bom, toda excreção de sentimento por uma banda de barulheira tem motivo: ouvi mais cedo, umas três vezes seguidas, o lado do DER no split com o Aberrant. Já havia ouvido uma vez, mas acho que não tava no clima pra perceber a dimensão do problema. Escrevo besteira como desabafo, um desabafo de gratidão que não chega o mínimo à altura do que essa banda simboliza pra mim, mas que é o meu único meio de dizer um muito obrigado com mais intensidade e afeto. “Quando a esperança desaba” foi um disco que mudou minha vida, assim como ver o DER ao vivo também mudou muita coisa em mim, desde o Júlio baterista até, principalmente, o Júlio pessoa. Odeio ter que trabalhar, odeio servidão, odeio ter que sofrer e odeio ter que lutar contra tudo isso sem muita perspectiva, mas agradeço pelo prazer ao ódio que sinto quando escuto/presencio algo tão intenso assim.





sábado, 29 de setembro de 2012

Pretexto de Vagabundo Podcast #002

  
INTRO


Death - Rock'n Roll Victim

DISTORÇÃO É TUDO, MAS PODE NÃO SER NADA

The Vicious - Walking Dead
Gorilla Angreb - Skal Drikkes Mere End For
Permaculture - Silent Service 


Jay Reatard - Faking It

Young Offenders - Wants More
Social Circkle  - Finger On The Switch
Wire - Field Days For The Sundays 

DOSSIÊ MELANCOLIA – SEGUNDO ATO

Terrible Feelings - Another Night
White Lung - Wild Failure
Tanskommando Untergang - The Walk 
Arctic Flowers - The Sleeping And The Dead 

NOVIDADES

Cidade Cemitério - Jacarta 
Skate Pirata - Tudo de Novo 
Ameaça Cigana - Muito Obrigado 
Homem Elefante - Police Verso

MÚSICA EXCÊNTRICA

Tortoise - Swunf From The Gutters 
São Paulo Underground - Afrihouse

DESFECHO

The Wipers - When It´s Over 

FUNDO: Thrasher Skate Rock Vol. 1



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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Podcast Pretexto de Vagabundo #001

Podcast Pretexto de Vagabundo #001

INTRO

Negative Approach - Ready To Fight 

SESSÃO PARANOIA

Masshysteri - Paranoid
Government Warning - Global Warning/Paranoid Mess
Night Birds - Paranoid Times
Morte Asceta - Paranoia e Cale a Boca
Minutemen - Paranoid Chant

DOSSIÊ MELANCOLIA

The Estranged - No Love
Red Dons - Everyday Distraction
Bloody Gears - Running From Your Life
Dead Cult - Colder Than Death 
Criminal Code - Cold Thought

NOVIDADES 

Gerações Perdidas - Belo Monte, Usina da Morte
Livre? - Destruir e Construir
Prokrastination Klan - Chaos In My Mouth
Dança da Vingança - Proposta pras Parceiras
Pequi Rufles - Ponte Pênsil

AVESSO DO MUNDO

Medications - Surprise!
31 Knots - I Mean, Come On
Debate - Raiz Quadrada
Hurtmold - Vão

DESFECHO

The Men - If youi Leave...

ERRATAS: 

* A pessoa que narrou o programa esqueceu de falar que antes da música 
"Paranoid Mess" do Government Warning, rola um som instrumental da 
mesma banda chamado Global Warning. Tão emendadadas num arquivo só.

* A mesma pessoa viajou no tempo uns dois anos e disse que viu o Medications
na Verdurada de 2008, mas é mentira! O show aconteceu numa Verdurada em 2006, 
onde tocaram também o Subtera, Possuido Pelo Cão, BUSH e Boom Boom Kid. 

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O mundo mantêm-se a girar, vampirigan e o LP novo do Estudantes.

"The World Keeps Turning", mas de um jeito estranho. Faz um calor escaldante com umidade desértica no Centro-Oeste do brasil e o Atlético Clube Goianiense retorna pra sua "zona de conforto", o lugar de origem e onde provavelmente não estaria agora se o escândalo do Cachoeira não tivesse estourado. O quadrinho independente nacional sapeca a boca do balão com publicações frequentes e (também) em formato físico, o atual prefeito de Goiânia diz que vai fazer mais kilômetros de ciclovia (fez 12 em 4 anos; a famosa "passarela de crackero" da praça cívica) e nunca se falou tanto em acessibilidade no coração do país. Com tanta informação discrepante rodando o mundo, a gente vai-e-volta e se pergunta: o que é certo? O que não é? O que é verdade? O que é mito? O que é trapassa? O que é sincero? Detentores da verdade aparecem e desaparecem num piscar de olhos, o fim do mundo se aproxima, o 11 de setembro não mudou muita coisa e lá vamos nós pra mais um semestre recheado de propaganda eleitoral barata e sem sentido. Tá todo mundo querendo seu sangue, bicho. "É o apocalipse, daqui para pior!", um contexto pra lá de necessário pra gente começar as atividades e recomendar, sem a certeza da periodicidade porque vagabundo aqui tá fugindo de trabalho, algumas coisas que podem ajudar a tornar essa vida menos chata e cheia de cansaços. Inaugurando com tudo e com nada num curto espaço, a dica é pra quem gosta de ler potoca ao invés de se aventurar nos textos massantes da professora de teorias do jornalismo.
O homem bom Victor Stephan, vocalista da incrível banda Os Estudantes e responsável pelos desenhos mais molecóides e fofinhos sem querer ser desse mundo, lançou a revista "Vampirigan, o Vampiro Vegan" por ele mesmo, e tá vendendo pela bagatela de 5 reais + correio. A publicação tem 24 páginas e abrange o primeiro capítulo da saga, publicado na Revista Prego #4 os "Contos do papai gorki, O Amargo", "Novos momentos híbridos" e "Cartões postais hell-o gringos". Ainda não peguei então não posso tirar maiores conclusões, mas só de vir daquela mente podre já é procedência de qualidade. Chegando aqui eu posto uma resenha indiscreta sobre a bendita. Como esse tipo de coisa costuma acabar rápido, para de curtircurtircurtir, procura ele nas redes sociais e pega logo a sua. 

  tô bonito ou não tô?!


Aproveitando a toada, já é bom dizer que o segundo lp do estudantes tá a caminho. Pelas fofoquinhas atualizadas no perfil da Läjä Records e do próprio Victor, o negócio tá chegando da fábrica pra ontem e logo menos tá a disposição. O som é aquele hardcore americano feito com jeito e gosto de ferro velho e todo o capricho de quem ouviu muita gritaria de Keith Morris  e Sin 34 na vida. Não sei se é a capa, mas achei essa exímia imagem no perfil do cantor e trago de presente pra vocês. Pra ir esquentando, dá pra entender a dimensão do problema por aqui


Trilha da postagem: Os Estudantes - Álbum! (2007, läjä records) + Perdão EP (2011, todo destruído) + Sin 34 - Do you feel safe? (1983)